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14/08/2009

O QUE É ENERGIA E MATÉRIA ESCURA:ESSA RESPOSTA SERÁ FUNDAMENTAL PARA GARANTIR O FUTURO DA HUMANIDADE!!!




Daqui a cerca de 4 bilhões de anos o Sol será uma preocupação ainda maior para os habitantes do planeta Terra o motivo é que, quando acabar o hidrogênio do Sol, ele irá se expandir, levando a temperatura na superfície terrestre a cerca de mil graus centígrados, segundo estimativa feita em 1919 e ainda válida.

“Vale lembrar que o ser vivo mais resistente na Terra resiste a menos de 700ºC. Até lá, a água vai ter evaporado. A pergunta é: para onde iremos?” A despeito das expectativas, em Marte a temperatura poderá ainda não estar aceitável, mesmo com tanto tempo. “Temos que achar um outro planeta rochoso. E nenhuma fonte de energia atual é capaz de nos levar até um planeta fora do Sistema Solar.

A saída seria desvendar mistérios do Universo. “O Universo é composto por 4% da matéria que conhecemos (feita de prótons, elétrons, etc), 24% de matéria escura e 72% de energia escura, também chamada de a quinta essência, a qual ainda não conhecemos”.Descobrir o que é a energia escura poderá ajudar a conhecer o que irá ocorrer com o Universo e quando, mas não mudará o destino terrestre.

Por sua vez, a descoberta da matéria escura poderá levar os humanos a outras fontes de energia, que, eventualmente, ajudarão nas viagens para planetas distantes. Tudo estaria interligado e primeiro seria necessário desvendar o mistério da energia escura para então descobrir o que é a matéria escura. “Temos que descobrir precisamente quando, para, então, planejar o que fazer”.

A medida da idade de estrelas mais velhas. “As estrelas esfriam quando seu combustível nuclear [processo de transformação do hidrogênio em hélio e depois em carbono] acaba”.

“A reação nuclear só ocorre em temperaturas acima dos 10 milhões de graus centígrados. Elas estão quentes e depois esfriam. Mede-se, então, o tempo que leva para uma temperatura esfriar até a temperatura das estrelas mais velhas, que é de 1 milhão de graus centígrados no interior e de 3 mil graus centígrados do lado de fora. Para ter uma ideia, o Sol tem 15 milhões de graus em seu interior e 6 mil do lado de fora”.

Por meio da medida da idade das estrelas mais velhas – uma outra maneira de se chegar à idade do Universo –, há 20 anos um astrônomo brasileiro Prof.Kepler de Souza publicou um artigo em que sustentava que o Universo tinha cerca de 12,1 bilhões de anos.

A idade estava relativamente próxima à mais aceita atualmente, de 13,5 bilhões de anos, estimada em 2001 pelos astrônomos Wendy Freedman, Robert Kennicutt e Jeremy Mould, a partir de extensas observações com o telescópio espacial Hubble.

“O Brasil paga para usar 2,5% do tempo do telescópio Gemini, o que representa apenas 18 noites por ano para todos os cerca de 500 astrônomos brasileiros envolvidos. Os astrônomos que descobriram a idade do Universo usaram centenas de noites do Hubble para chegar a essa constatação”, Deve-se frisar que a tecnologia é cara e a astronomia é uma ciência que não dá retorno monetário, razão pela qual o Brasil não tem um telescópio como os Gemini – os dois telescópios de infravermelho mais poderosos da Terra, construídos um em Cerro Pachón (Chile) e outro em Mauna Kea (Havaí), – do qual o país é parceiro.

“Um telescópio tem que ser grande e capaz de medir, a partir daqui, o equivalente ao tamanho de uma moeda de R$ 0,5 na Lua. O Gemini, que custou US$ 250 milhões, faz isso”.

O astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953) descobriu que as até então chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea, que o Universo está se expandindo e que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa, razão que ficou conhecida como constante de Hubble.

Tais descobertas abriram caminho para que os astrofísicos Wendy Freedman, da Instituição Carnegie (Estados Unidos), Robert Kennicutt, da Universidade de Cambridge (Inglaterra), e Jeremy Mould, da Universidade de Melbourne (Austrália), definissem, em 2001, o índice de expansão do Universo, o que tornou possível calcular sua idade.

“O resultado é que hoje sabemos que o Universo tem se expandido há 13,5 bilhões de anos.Liderando um grupo de mais de 20 cientistas de 13 instituições diferentes, Wendy, Kennicutt e Mould determinaram que o melhor valor para a constante de Hubble seria 72 quilômetros por segundo por megaparsec – um megaparsec equive a 3,26 milhões de anos-luz – com margem de incerteza de 10%.

A descoberta do trio pôs fim a um debate que durou oito décadas e derrubou teorias e estimativas anteriores sobre a idade do Universo, como as do próprio Hubble, que a calculou em “apenas” 1 bilhão de anos.

Seguindo a constante de Hubble, os astrofísicos mediram a distância entre a galáxia à qual a Terra pertence – a Via Láctea – e 30 outras galáxias, usando o telescópio espacial da agência espacial norte-americana que leva o nome do famoso astrônomo.

A expansão do Universo só é mensurável ao se calcular a distância do afastamento das galáxias. Então, por meio das variáveis chamadas de cefeidas, conseguimos precisar a distância entre a Terra e cada uma dessas 30 galáxias. Observamos que, quanto mais distante estamos, mais rápido nos movemos”.

As variáveis cefeidas – população de estrelas pulsantes e de luminosidade extrema – podem ser usadas como espécies de velas para determinar a distância de outros objetos da galáxia. Um telescópio pode ser calibrado com grande precisão usando a aproximação de uma estrela cefeida, de modo que as distâncias encontradas com esse método estão entre as mais precisas disponíveis na atualidade.

O que a intrigava era que, quando se media a idade dessas estrelas, dizia-se que elas teriam cerca de 18 bilhões de anos. “A idade das estrelas era maior do que a constante de Hubble. E não podia haver estrelas mais velhas do que o próprio Universo. É como se pudesse haver filhos mais velhos do que os pais”.

Diretora dos Observatórios da Instituição Carnegie, onde Hubble trabalhou e descobriu que o Universo está se expandindo,ressalta que o desafio da vez é a energia escura, a forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo o espaço.

“É o que precisa ser compreendido agora. Sabemos que a energia escura está acelerando a expansão do Universo. Temos que medi-la e descobrir qual a razão para isso”.

A equipe da pesquisadora também trabalha para finalizar, em 2019, a construção do Telescópio Gigante de Magalhães (GMT, na sigla em inglês), que terá um espelho de 24,5 metros de diâmetro e será um dos três maiores em operação na Terra, ao lado do Thirty Meter Telescope, de 30 metros, e do Extremely Large Telescope, de 42 metros.

Fonte:Profa.Dra.Wendy Freeman e Prof.Dr.Kepler S.Oliveira Filho

OSELTAMIVIR:O MEDICAMENTO MAIS EFICIENTE,ATÉ O MOMENTO, NO TRATAMENTO DA GRIPE A(H1N1)!!


A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), iniciou a preparação dos primeiros lotes do medicamento oseltamivir, indicado para o tratamento da gripe pelo vírus influenza A (H1N1).

O medicamento começou a ser entregue ao Ministério da Saúde para distribuição aos hospitais de referência. Foram produzidos inicialmente 210 mil tratamentos. Cada tratamento é composto por dez cápsulas de fosfato de osetalmivir, quantidade indicada para um paciente.

Segundo a Fiocruz, se houver necessidade Farmanguinhos está preparado para produzir cerca de 120 mil tratamentos por semana no Complexo Tecnológico de Medicamentos em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

O medicamento é considerado o mais eficiente, até o momento, no tratamento de gripe A, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Da transformação em cápsulas até a autorização para a sua distribuição, o medicamento fabricado no Brasil passou por testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que encaminha processo para concessão do registro.

O oseltamivir inibe a atividade da enzima viral neuraminidase e, dessa forma, reduz a proliferação dos vírus da influenza A e B. Isso ocorre pela inibição da liberação de vírus infecciosos de células infectadas, diminuindo a gravidade da doença e a incidência de complicações associadas.

NOSSO PAI E O SISTEMA SOLAR:PAI NOSSO VOCÊ POSSUI UM LUGAR PERMANENTE EM NOSSOS PENSAMENTOS!

Não há motivo para pânico com a Gripe A H1N1:Veja recomendações de professores da USP



Existe um excesso de preocupação com a gripe A H1N1, afirmam os professores Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, e Edson Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Um exemplo dessa preocupação exagerada, segundo eles, é o uso de máscaras. Elas até são úteis, mas apenas para evitar que quem já está doente contamine outros. E, mesmo assim, a máscara que as pessoas têm usado não é a do tipo certo. “Essa é a máscara cirúrgica comum. A que protege um pouco melhor é um tipo especial e possui uma porosidade que impede a contaminação. Mas ela é cara e dura apenas alguns dias”, explica o epidemiologista Eduardo Massad. “Não se justifica usar máscara neste momento. Isso só aumenta o pânico, e as pessoas ficam o tempo inteiro se lembrando de uma coisa que não é tão perigosa assim.”
Para os professores, sempre que aparece um vírus da influenza que causa pandemia e afeta o mundo inteiro, vem a lembrança da gripe de 1918, que matou 100 milhões de pessoas, de uma população de aproximadamente 1 bilhão. O medo coletivo aumenta quando se leva em conta que o H1N1 veio do vírus que causou essa gripe. A partir de 1968, ele passou a circular anualmente, sendo um dos responsáveis pela chamada gripe sazonal, ou gripe comum, segundo Massad.
Nos últimos tempos, o H1N1 sofreu mutações para melhor se adaptar às células receptoras do homem. Quanto mais afinidade tiver com essas células, mais fácil será a infecção e mais rapidamente ela se espalhará. A preocupação com a gripe A também se deve ao fato de ela apresentar algumas características diferentes da forma sazonal, atingindo principalmente pessoas jovens, entre 20 e 50 anos (enquanto a outra atinge mais crianças e idosos) e sendo mais agressiva ao sistema respiratório. “Além disso, a gripe comum acontece aqui e ali, principalmente no inverno. Quando ocorre no Hemisfério Norte, não tem no Sul, e vice-versa. Esta pegou o mundo inteiro, de uma só vez”, completa Massad.

Números não-confiáveisOs dois professores afirmam que as estimativas sobre o número de pessoas infectadas não são confiáveis. A infecção só pode ser confirmada por exames em laboratório, que hoje estão restritos aos casos mais graves, por exigir uma técnica sofisticada de que nem todos os lugares dispõem. “Temos só suspeitas. Como o quadro clínico é muito parecido com o da gripe comum, é possível que o número de pessoas infectadas seja muito maior do que os dados oficiais, mas isso não há como saber”, diz o professor da Faculdade de Medicina.
Esses números, sendo menores que a realidade, fazem a gripe A parecer mais grave, uma vez que a porcentagem de morte acaba sendo inflada. Um dado número de mortos dentro de um universo menor representa uma parcela maior – portanto, uma mortalidade mais alta.
Ainda assim, a taxa de letalidade da gripe A no mundo é baixa – entre 0,1% e 0,5%, semelhante à da influenza comum. “O número absoluto de pessoas que morrem pela gripe comum é muito maior. Estima-se que só na cidade de São Paulo ela mate 15 pessoas por dia. Em julho do ano passado, foram 4.500 mortes no Brasil”, calcula Massad.
A gripe A não é mais mortal que a sazonal. É que não se costuma fazer diagnóstico para a influenza no Brasil, diz o virologista Edson Durigon. “As mortes por influenza comum não são divulgadas. Quando morre alguém por complicações dessa gripe, ninguém diz que é por causa dela. Só se fala da gripe A agora porque está todo mundo atento a ela”, completa.
Uma pessoa com gripe A não deve, portanto, ficar mais preocupada do que uma com gripe normal. Durigon acredita que sua letalidade pode ser ainda menor, porque as pessoas estão indo mais ao médico. A doença é diagnosticada e tratada mais cedo, o que aumenta as chances de a pessoa sobreviver.
Toda influenza pode atingir o sistema respiratório, lembra Durigon, mas a gripe A é mais invasiva, lesando as células e propiciando que bactérias causem pneumonia. Mas um tratamento com antibióticos resolve o problema, se começar cedo. “Em termos de doença, não há diferença maior. E nem sempre essa gripe dá diarreia e vômito. Um estudo notou que há elevação de diarreia, mas não é em todos os casos”, completa. Na maioria dos casos, o resultado é a melhora espontânea do paciente. “Ninguém sabe ao certo, porém, por que em alguns casos morrem pessoas anteriormente saudáveis, que não morreriam da gripe comum”, ressalva Massad.

Mudanças na rotinaA forma mais eficiente de contágio é por meios materiais – colocar a mão em maçanetas contaminadas e segurar os apoios no ônibus, por exemplo. “O vírus é transmitido pelo ar, mas é por pouco tempo que ele circula assim, e só se a pessoa estiver muito próxima de alguém contaminado. Se você respirar muito perto ou se estiver no elevador com uma pessoa gripada e ela espirrar, também pode contrair o vírus”, explica Durigon.
O melhor modo de prevenção é ter hábitos de higiene. “Esta é uma boa oportunidade para as pessoas aprenderem a ter um pouco mais de cuidado com a higiene pessoal. Independentemente da gripe, o fato de elas estarem aprendendo que têm de lavar a mão com frequência, que quando espirrar é preciso pôr a mão na boca, é positivo”, diz Massad. “Isso vai ajudá-las a se proteger de outras doenças.”
Evitar aglomerações também é recomendado. Para quem não pode evitar o uso do transporte público, a recomendação é usar álcool em gel nas mãos depois de sair. O produto mata os vírus e protege a pele. Ou lavar bem as mãos e evitar colocá-las na boca ou no nariz.Não recomendaria a máscara, a menos que você esteja contaminado”, diz Durigon. Uma boa alimentação também ajuda não só a evitar essa gripe, mas qualquer doença, lembra Massad.
Os dois professores concordam que evitar viagens para o exterior deve ser uma decisão pessoal. “É claro que, se puder evitar ir a lugares com epidemia neste momento, a chance de pegar gripe vai ser muito menor, mas se for inevitável…”, diz Massad, que tem uma viagem marcada para a Argentina e manterá seus planos de ir. Para Durigon, adiar as viagens é “excesso de zelo, uma vez que o vírus já está circulando. Se você for sadio, não tem por que adiar”.
Ele acredita ser aconselhável evitar que se levem crianças pequenas, principalmente com menos de um ano de idade, a locais públicos, como cinemas, shoppings e restaurantes cheios. E defende que há motivo para se alterar a rotina, pelo grande número de casos aparecendo ao mesmo tempo. Vale, então, o mesmo conselho: evitar lugares com aglomerações.
Massad acredita que “ainda não é exatamente o caso de se entrar em uma política de restrição tão grande de movimentação”. No entanto, acha que decisões como adiar o início das aulas são positivas por estarmos num período de transmissão da gripe. “Se for possível empurrar isso para a primavera, um grande número de casos pode ser evitado.
Qualquer medida que diminua aglomeração entre as pessoas ajuda.”

O vírus da gripe A H1N1 visto ao microscópio

Previsões O professor do ICB acredita que o mundo ainda terá mais dois ou três meses de gripe A. O professor Massad acha ainda que a gripe veio para ficar e “pode-se esperar mais alguns milhões de casos, principalmente a partir de outubro ou novembro (quando se aproximar o inverno no Hemisfério Norte)”.
Mas tudo vai depender de como esse vírus vai se comportar no segundo semestre. Devido à similaridade com o vírus da gripe de 1918, os professores não descartam a chance de ele voltar nessa época com uma fúria maior. “No passado foi assim. Houve uma pequena onda epidêmica na primavera do Hemisfério Norte, em que a gripe foi branda e praticamente desapareceu no verão. Quando chegou o outono, ela veio muito mais forte. Isso pode acontecer com esse vírus, ninguém sabe”, diz Massad, lembrando, porém, que naquela época não havia antibióticos, o que contribuiu para tamanha mortalidade.
Mas eu não vejo nenhuma razão para a taxa de mortalidade aumentar agora. Se o vírus mata muito, interrompe a transmissão. Do ponto de vista biológico, o que lhe interessa é infectar o maior número de pessoas, e não matar. Isso vale para qualquer agente infeccioso”, explica.
Enquanto isso, as autoridades têm feito um trabalho adequado, acreditam. “Eles fazem o que está ao seu alcance. O remédio é contado e só o liberam com diagnóstico oficial, que costuma levar de 7 a 10 dias, e para pacientes graves ou que tenham risco evidente (idosos, grávidas e crianças pequenas)”, diz Durigon, cujo laboratório realiza exames rotineiros de detecção da gripe para o HU. Para Massad, as autoridades mundiais estão um pouco atônitas com essa gripe e estão aprendendo a lidar com ela. “O ideal seria se já tivéssemos uma quantidade de vacina pronta”, completa.

Fonte:USP

Microscópio:Um instrumento criado pela ciência que muda a nossa percepção da realidade!!!


Desde a invenção do microscópio por volta de 1590, houve uma ampliação dos conhecimentos de biologia básica, pesquisa biomédica, diagnósticos médicos e ciência dos materiais. Os microscópios de luz podem ampliar objetos em até 1000 vezes e revelar detalhes mínimos. A tecnologia da microscopia de luz evoluiu muito desde os microscópios de Robert Hooke e Antoni van Leeuwenhoek. Técnicas especiais e ópticas foram desenvolvidas para revelar as estruturas e a bioquímica da vida nas células. Os microscópios entraram na era digital usando dispositivos acoplados de carga acoplada (CCDs) e câmeras digitais para capturar imagens. Apesar disso, os princípios básicos dos modelos mais avançados são muito parecidos com os dos microscópios mais simples usados nas aulas de biologia.

Um microscópio de luz funciona de maneira muito parecida com um telescópio de refração, mas com algumas diferenças nos espelhos. Recapitulemos brevemente como um telescópio funciona.

Um telescópio deve capturar muita luz de um objeto fosco e distante. Por este motivo, ele precisa de uma grande lente objetiva para captar o máximo de luz possível trazendo-a para um foco brilhante. Como a objetiva é grande, a imagem do objeto forma-se um pouco mais longe. Por essa razão, os telescópios são muito maiores do que os microscópios. A ocular do telescópio amplia a imagem quando a traz para o alcance da visão do observador.


Ao contrário de um telescópio, o microscópio capta luz de uma área minúscula, de um espécime fino, bem iluminado e que está próximo. Por isso o microscópio não precisa de uma grande objetiva. Essa lente em um microscópio é pequena e esférica, o que significa que a distância focal é muito menor em cada lado. Assim a imagem do objeto é focalizada a uma curta distância e dentro do tubo do microscópio. Essa imagem é ampliada por uma segunda lente, chamada lente ocular ou, simplesmente, ocular, que a traz para o seu campo de visão.

O microscópio é provavelmente a melhor analogia para a Ciência que existe: é um instrumento que muda a nossa percepção da realidade e nos faz perceber coisas incríveis que acontecem à nossa volta mas que são imperceptíveis pelos nossos sentidos.

As células foram descobertas colocando-se um pedaço de cortiça debaixo de um dos primeiros microscópios. Em uma gota retirada de uma poça de chuva revelou uma variedade insana de organismos novos. Tudo isso à nossa volta, tudo isso escondido até que a combinação esperta de algumas lentes convexas aumentassem nossa percepção da realidade. Mas microscópios também têm limites, inclusive os eletrônicos, que substituem os fótons por elétrons. A pergunta que fica é: que maravilhas se escondem por trás das limitações impostas pelos microscópios atuais?

A revista Nature (http://www.nature.com/news/specials/microscopy/index.html
)
selecionou 5 microscópios que podem nos responder esta pergunta
.

1. Microscopia SPIM

Um dos microscópios que mais contribuiu para o avanço da Biologia é o microscópio confocal. Neste microscópio, marcadores específicos brilham ao receber lasers de certos comprimentos de onda. Podemos marcar mitocôndrias, por exemplo, e ver o efeito que drogas têm sobre elas acompanhando o seu brilho. Um dos problemas do confocal é o mesmo dos microscópios de luz: as amostras têm que ser finas, o que sacrifica a tridimensionalidade do sistema. Um segundo problema é que o uso de lasers pode danificar as amostras, limitando o seu uso. A SPIM, ou microscopia por iluminação de plano único, diminui a espessura do laser que chega às amostras e ainda permite a sua visualização em três dimensões.

2. Microscópio optofluídico

Já imaginou um microscópio sem lentes? O microscópio optofluídico detecta as sombras que uma amostra faz nele ou não enquanto ela flutua por cima de seus sensores. A combinação do sensor com uma camada de metal com buracos de 500 nanômetos ajuda a sua resolução ser melhor do que a de microscópios convencionais. O resultado é um microscópio que dá uma ampliação de 20x e que tem o tamanho de uma moeda de um real, usando menos processamento que um iPod. Esta pode ser a chave para microscópios baratíssimos que podem ser usados para identificar pacientes com malária na África. Veja abaixo a comparação de uma imagem gerada por um microscópio convencional (STD) e um pequeno optofluídico (OFM):


3. Microscópio UHVEM
Do menor microscópio para o maior: o microscópio eletrônico de voltagem ultra-alta de Osaka tem somente 13 metros de altura. Tudo isso para aumentar a espessura da amostra a ser bombardeada com elétrons, que são acelerados por um tubo de quase 6 metros a até 3500 kiloeletrovolts! O UHVEM permite a visualização de das delicadas estruturas nas pontas dos neurônios, que mal podem ser vistas, eram somente imaginadas, nos demais microscópios:
4. Microscopia SRS
Para leigos, a microscopia de espalhamento Raman estimulada parece pior que a convencional. Esta técnica detecta a vibração entre ligações químicas entre átomos, permitindo a localização destas moléculas na amostra desejada sem a utilização de marcadores. Muito útil se você quer saber como uma substância, como uma gordura, está se comportando dentra da célula.

5. Microscopia STED
Há um limite nos microscópios de luz que limita a sua resolução mais ou menos nos 200 a 300 nanômetros. Todos diziam impossível superá-lo. A microscopia STED, ou microscopia de depleção estimulada da emissão, consegue uma resolução menor que 20 nanômetros! Isso utilizando luz! Como? simplesmente focando-se um laser em forma circular em uma região ponto e um segundo laser que cancela a ação do primeiro em forma de rosca em volta. Desta forma, o segundo laser cancela a emissão de luz de muitos marcadores, eliminando-se assim, a interferência que acabava com a resolução do centro da rosca. É como se Miguilim consertasse seu microscópio de fluorescência:

Fontes:Revista Nature,HowStuffWorks e Carlos Hotta


ALIMENTOS ORGÂNICOS OU TRANSGÊNICOS? TIRE SUAS CONCLUSÕES

ORGÂNICOS

TRANSGÊNICOS

O QUE É UM ORGANISMO MODIFICADO GENETICAMENTE?

Um organismo geneticamente modificado (OGM ou transgênico) caracteriza-se por apresentar uma fração do DNA de outro organismo integrado ao seu próprio DNA. Em outras palavras, o OGM apresenta uma nova parte do DNA, o que o diferencia do seu original. A nova parte do DNA em geral, contém um ou mais genes que foram modificados para que sejam capazes de manifestar-se no novo organismo. Geralmente, esses genes adicionados determinam a presença de novas proteínas. Como resultado, o organismo transgênico apresenta uma nova função ou uma anomalia. Na figura abaixo, encontra-se esquematizada a criação de uma bactéria transgênica capaz de produzir insulina humana. Deve-se dizer que a quantidade de DNA adicionado no OGM é extremamente pequena, comparada com o tamanho original do DNA do organismo.

O conjunto das técnicas modernas que permitem a manipulação da informação genética dos seres vivos é denominado engenharia genética. A engenharia genética de alimentos é a ciência que aplica a modificação deliberada do material genético de microorganismos, plantas ou animais para o consumo animal ou humano. A capacidade de manipular o material genético dos seres vivos, e de transferi-lo de uma espécie a outra com propósitos econômicos, é o pilar da industria biotecnologia moderna. E é na industria farmacêutica moderna que a biotecnologia permite avanços espetaculares na produção de interferon, insulina humana, hormônios, vacinas, etc. Muitos dos alimentos que são consumidos atualmente nos EUA são OGM´s, ou contém ingredientes derivados de OGM´s, por exemplo, enzimas que são utilizadas durante a produção de queijos, cereais como o milho que são resistentes ao ataque de pragas e de doenças, e em um futuro próximo poderá contar também com bovinos que produzam proteínas no leite que teriam características únicas.

Os alimentos geneticamente modificados são uma realidade cotidiana. Há grãos transgênicos usados no preparo de bolachas, cereais, óleo de soja, pães, massas, maionese, mostarda e papinhas para crianças. A lista de especulações a respeito dos riscos associados à ingestão dos alimentos modificados é enorme, e a resposta por parte da indústria não tem a isenção suficiente para ser aceita como verdadeira. Para tirar as principais dúvidas a respeito do assunto, abaixo segue respostas de cientistas ligados a alguns dos principais centros de pesquisa no Brasil, Estados Unidos, Inglaterra e Itália. Todos têm em comum o fato de serem pesquisadores independentes. Nenhum deles participa da produção nem da pesquisa comercial de transgênicos.


A ingestão do grão transgênico pode provocar
mais alergias do que a versão natural?

O corpo humano cria anticorpos contra elementos estranhos, como bactérias, vírus e pó. Cerca de 2% dos adultos e 7% das crianças desenvolvem anticorpos contra proteínas presentes em alimentos, em geral soja, leite, ovos, peixes e frutos do mar. A lista de alimentos apontados como fonte alergênica contém mais de 180 itens não transgênicos. Como a transgenia envolve a troca ou adição de proteínas, os experimentos laboratoriais podem chegar a espécies que provocam, sim, novas alergias. Justamente em função disso, os fabricantes testam exaustivamente as sementes e destroem as espécies que causam alergia após a aplicação de testes.

Qual é o destino dos grãos experimentais
quando as pesquisas com transgênicos
fracassam e resultam em espécies que
podem produzir alergias?

As experiências com genes são feitas sob rigorosa fiscalização, e apenas as espécies seguras deixam o laboratório. No caso dos clones, 97 de cada 100 experiências acabam abortadas porque os animais gerados são deformados. O mesmo vale para os transgênicos. Em meados dos anos 90, a Embrapa tentou produzir um feijão que tinha o gene da castanha-do-pará. Esse gene estimulava a produção de aminoácidos que faltavam ao feijão, deixando o alimento mais nutritivo. No entanto, descobriu-se que o gene podia causar alergia em quem o ingerisse, e o experimento foi abandonado. Em todos os casos fracassados, a produção dos laboratórios foi destruída.

Passaram-se décadas até que se estabelecesse
uma relação de causa e efeito entre o cigarro
e o câncer. Por que acreditar que os transgênicos
não oferecem risco nessa área?

A fumaça do cigarro contém quase 5.000 substâncias, das quais sessenta são consideradas cancerígenas. Sabe-se que o cigarro é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e por 35% dos vários outros tipos. Tais dados foram produzidos em estudos variados preparados pela comunidade científica. E é essa mesma comunidade científica que informa que até o momento não foram identificados casos de câncer provocados por transgênicos. Entre o início das pesquisas de um grão transgênico e o lançamento desse grão no mercado na forma de produto são gastos em média seis anos. Cientistas independentes garantem que o prazo é suficiente para estudar detalhadamente as espécies, avaliar seus impactos no ambiente e investigar eventuais riscos à saúde.

Os alimentos modificados são feitos com
pedaços de DNA que não pertencem à
semente original, muitas vezes retirados
de vírus e bactérias. Tais "corpos estranhos"
não podem fazer mal ao homem?

Podem, mas a chance estatística é a que tem uma pessoa de ser atingida por um raio ao atravessar um campo de futebol numa tarde de chuva. Ou seja, trata-se de hipótese cientificamente possível, mas estatisticamente improvável. Uma vez ingerido, o DNA da planta transgênica é decomposto no processo de digestão da mesma maneira que o DNA de uma planta convencional. Se ele não for digerido, há a possibilidade de que seja incorporado de alguma forma pelo corpo humano e desenvolva alguma doença. A mesma possibilidade de ser atingido por um raio, afirmam os estudiosos.

Alguns transgênicos recebem genes de
bactérias resistentes a antibióticos. Quando
esses alimentos são ingeridos, as bactérias
presentes no corpo humano não vão se tornar
resistentes aos antibióticos e impedir o
combate a uma doença?

Avicultores e pecuaristas utilizam antibióticos regularmente para evitar que os animais desenvolvam doenças que, ao atingir o sistema imunológico, prejudicam o ritmo de engorda. Estudos mostram o efeito no corpo humano da ingestão de carne cujo animal foi tratado com antibiótico. Calcula-se que as pessoas tenham no corpo 200 vezes mais bactérias do que o total de seres humanos nascidos desde o surgimento do homem. O que se sabe é que o antibiótico, se utilizado de forma incorreta, pode aumentar a resistência de algumas dessas bactérias. Em caso de doença, reduz-se a gama de antibióticos que atuem de forma eficaz contra a bactéria causadora do mal. É diferente com os transgênicos, que possuem um gene resistente a um antibiótico, e não o antibiótico em si. É o contrário dos animais, cuja carne contém os antibióticos que receberam durante o período de engorda. O risco de bactérias se tornarem mais resistentes ao se combinar com o gene da planta transgênica é outra hipótese de efeito estatístico irrelevante.

Para a produção de transgênicos são
usadas cadeias de DNA que não existem
na natureza. A ingestão de alimentos
geneticamente modificados não pode
alterar a cadeia de DNA do próprio homem?

Os ecologistas muitas vezes se referem ao mal da vaca louca como se fosse um caso pertinente à discussão a respeito de alimentos modificados. Naquele episódio, o rebanho bovino, exclusivamente vegetariano, foi alimentado por criadores europeus com rações preparadas com restos de outros animais. O uso de animais doentes para alimentar os sadios gerou uma epidemia que levou à morte 200.000 animais somente na Inglaterra. O causador seria uma proteína mutante dos animais, capaz de provocar a degeneração do tecido cerebral. Embora a história seja assustadora, não há nenhuma relação entre uma coisa e outra. Primeiro, a ração dos bois não era resultado de modificação genética, mas de simples mistura. Depois, o DNA das plantas transgênicas em geral não é modificado de forma aleatória, mas controlada. No processo digestivo, o DNA do transgênico é fragmentado, da mesma forma que o DNA presente em pêlos de ratos e restos de baratas identificados em diversos alimentos convencionais, até mesmo em orgânicos.

Qual o risco de uma semente transgênica
em fase de teste ser roubada do laboratório
e contaminar a natureza?

Na Inglaterra, em 1978, uma amostra do vírus da varíola vazou no laboratório de uma universidade, contaminando uma pesquisadora. Nos EUA, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) é um órgão do governo que estuda vírus e desenvolve vacinas. Na sede de Atlanta estão guardados em cofres-fortes frascos com alguns dos mais temíveis vírus, entre eles o da varíola e o ebola. Muito já se escreveu sobre as terríveis conseqüências para a humanidade se ocorresse ali um acidente ou atentado. E no caso dos laboratórios que pesquisam os transgênicos, não é possível acontecer a mesma coisa? Na fase em que as sementes são "batizadas" com genes de microrganismos, o trabalho é interno, feito em laboratório. Elas são inicialmente plantadas em ambientes fechados. Numa etapa seguinte, após vários testes, as sementes são plantadas em fazendas experimentais, totalmente monitoradas para evitar acidentes.

Se o vento espalhar sementes de uma
lavoura transgênica, outras espécies naturais
não podem sofrer mutações perigosas?

O que se constatou até o momento é que, em alguns casos, ervas daninhas se cruzam com as plantas transgênicas e adquirem suas características, como a resistência a um inseticida ou a herbicidas. No Canadá, onde há liberdade total para o plantio de determinadas variedades de canola tolerantes a herbicidas, há casos de ervas daninhas que adquiriram a mesma característica. Os cientistas avisam que a capacidade de gerar espécies resistentes a herbicidas não é exclusiva dos transgênicos. Nos últimos quarenta anos, surgiram em todo o mundo cerca de 120 espécies de plantas não transgênicas resistentes a herbicidas.
Todas proliferaram apenas nas lavouras, não em ambiente selvagem.

As plantas liberam DNA no solo, pelas raízes.
Os cientistas já pesquisaram qual é o efeito
do acúmulo de DNA modificado no solo?

A maior parte do DNA é destruída durante o processo de decomposição natural da planta, mas há uma pequena possibilidade de que seus genes sejam incorporados por microrganismos que vivam ao redor de sua raiz. Ou seja, as bactérias que habitam o solo podem adquirir os genes das plantas, sejam elas transgênicas ou não transgênicas. No caso dos alimentos modificados, que muitas vezes recebem o gene de uma bactéria, a dúvida é o que poderia acontecer se os genes adquiridos pela bactéria que mora no solo forem justamente aqueles que pertenciam a outra bactéria. Os estudos realizados em lavouras sugerem que o efeito desse processo tende a ser insignificante para o microrganismo, mas os cientistas recomendam que o fenômeno deve ser analisado com mais profundidade.

Há indício de que algum animal, seja ele
grande ou pequeno, como um inseto, possa
sofrer em função dos transgênicos?

Os estudos sobre o efeito dos transgênicos na fauna apontaram para duas conclusões. A primeira identificou que, em algumas plantações de grãos modificados, a população de minhocas, mariposas e outros insetos registrou uma pequena redução. No que diz respeito a eventuais conseqüências em outros animais que se alimentaram de sementes transgênicas, não se descobriu até o momento nenhuma alteração no mapa genético original nem mesmo a ocorrência de alguma doença.

Fonte: A cartilha "O Olho do Consumidor" do Ministério da Agricultura,Veja e Unifesp.

03/08/2009

A CURIOSIDADE HUMANA:ANTES DE SABER É PRECISO QUERER SABER!!!

"Não penso que tenha quaisquer talentos particulares. Sou apenas uma pessoa apaixonadamente curiosa"
Albert Einstein.





Telescópio Espacial Spitzer obtem imagem espetacular de um buraco negro!!!


NASA The galaxy, called NGC 1097 is located 50 million light-years away.

Às vezes a ciência se assemelha muito com a ficção científica.
Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA, astrônomos conseguiram obter uma imagem espetacular da galáxia espiral conhecida como NGC 1097, que esta cerca de 50 milhões de anos-luz na constelação Fornax. O olho(no centro da imagem) é na verdade um buraco negro que possui uma massa de cerca de 100 milhões de vezes a massa do Sol.
O Spitzer vê radiação infravermelha, que é invisível aos olhos normais
.

Fonte: NASA

A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida que está ameaçada por um inimigo terrível: NÓS MESMOS!!!



Nós Estamos Aqui: O Pálido Ponto Azul (tradução)


A espaçonave estava bem longe de casa. Eu pensei que seria uma boa idéia, logo depois de Saturno, fazer ela dar uma ultima olhada em direção de casa.

De Saturno, a Terra apareceria muito pequena para a Voyager apanhar qualquer detalhe, nosso planeta seria apenas um ponto de luz, um "pixel" solitário, dificilmente distinguível de muitos outros pontos de luz que a Voyager avistaria: Planetas vizinhos, sóis distantes. Mas justamente por causa dessa imprecisão de nosso mundo assim revelado valeria a pena ter tal fotografia.

Já havia sido bem entendido por cientistas e filósofos da antiguidade clássica, que a Terra era um mero ponto de luz em um vasto cosmos circundante, mas ninguém jamais a tinha visto assim. Aqui estava nossa primeira chance, e talvez a nossa última nas próximas décadas.

Então, aqui está - um mosaico quadriculado estendido em cima dos planetas, e um fundo pontilhado de estrelas distantes. Por causa do reflexo da luz do sol na espaçonave, a Terra parece estar apoiada em um raio de sol. Como se houvesse alguma importância especial para esse pequeno mundo, mas é apenas um acidente de geometria e ótica. Não há nenhum sinal de humanos nessa foto. Nem nossas modificações da superfície da Terra, nem nossas maquinas, nem nós mesmos. Desse ponto de vista, nossa obsessão com nacionalismo não aparece em evidencia. Nós somos muito pequenos. Na escala dos mundos, humanos são irrelevantes, uma fina película de vida num obscuro e solitário torrão de rocha e metal.

A Sonda Voyager 1 capturou uma imagem da Terra, à distância de mais de 6.4 bilhões de kilômetros da Terra, bem nos limites do Sistema Solar. A Terra aparece como um mero ponto (destacado em círculo azul na imagem acima).

Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós. Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada criança esperançosa, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada "superstar", cada "lider supremo", cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.



Outra imagem (acima), uma das mais belas obtidas pela Sonda Cassini, mostra novamente a Terra, mas à distância de Saturno, na sombra deste.
A Terra é o ponto à esquerda, logo depois dos anéis brilhantes de Saturno.


A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importancia, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um espécime solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda essa vastidão, não ha nenhum indicio que ajuda possa vir de outro lugar para nos salvar de nos mesmos. A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos... o pálido ponto azul.
(Carl Sagan)



We Are Here: The Pale Blue Dot(Texto original)

The spacecraft was a long way from home. I thought it would be a good idea, just after Saturn, to have them take one last glance homeward.

From Saturn, the Earth would appear too small for Voyager to make out any detail. Our planet would be just a point of light, a lonely pixel hardly distinguishable from the other points of light Voyager would see: nearby planets, far off suns. But precisely because of the obscurity of our world thus revealed, such a picture might be worth having.

It had been well understood by the scientists and philosophers of classical antiquity that the Earth was a mere point in a vast, encompassing cosmos -- but no one had ever seen it as such. Here was our first chance, and perhaps also our last.

So, here they are: a mosaic of squares laid down on top of the planets in a background smattering of more distant stars. Because of the reflection of sunlight off the spacecraft, the Earth seems to be sitting in a beam of light, as if there were some special significance to this small world; but it's just an accident of geometry and optics. There is no sign of humans in this picture: not our reworking of the Earth's surface; not our machines; not ourselves. From this vantage point, our obsession with nationalism is nowhere in evidence. We are too small. On the scale of worlds, humans are inconsequential: a thin film of life on an obscure and solitary lump of rock and metal.

Consider again that dot. That's here. That's home. That's us. On it, everyone you love, everyone you know, everyone you've ever heard of, every human being who ever was lived out their lives. The aggregate of all our joys and sufferings; thousands of confident religions, ideologies and economic doctrines; every hunter and forager; every hero and coward; every creator and destroyer of civilizations; every king and peasant, every young couple in love; every mother and father; every hopeful child; every inventor and explorer; every teacher of morals; every corrupt politician; every supreme leader; every superstar; every saint and sinner in the history of our species, lived there -- on a mote of dust suspended in a sunbeam.

The Earth is a very small stage in a vast cosmic arena. Think of the endless cruelties visited by the inhabitants of one corner of this pixel on the scarcely distinguishable inhabitants of some other corner. How frequent their misunderstandings; how eager they are to kill one another; how fervent their hatreds. Think of the rivers of blood spilled by all those generals and emperors so that in glory and triumph they could become the momentary masters of a fraction of a dot. Our posturings, our imagined self-importance, the delusion that we have some privileged position in the universe, are challenged by this point of pale light.

Our planet is a lonely speck in the great enveloping cosmic dark. In our obscurity -- in all this vastness -- there is no hint that help will come from elsewhere to save us from ourselves. Like it or not, for the moment, the Earth is where we make our stand.

It has been said that astronomy is a humbling and character-building experience. There is perhaps no better demonstration of the folly of human conceits than this distant image of our tiny world. It underscores our responsibility to deal more kindly with one another, and to preserve and cherish the only home we've ever known: the pale blue dot.

Erro médico:Veja o que diz o Dr.Atul Gawande professor catedrático de cirurgia em Harvard!!!

Atul Gawande é médico-cirurgião, um dos melhores do mundo, é atualmente professor catedrático de Cirurgia em Harvard.

A propósito deste último livro(veja acima), deu uma entrevista à revista Sábado em 25 de Junho de 2009 com o titulo“Se os médicos lavarem as mãos evitam milhões de mortes”, pag 36-(http://www.sabado.pt
)da qual abaixo segue alguns trechos.


Porque é que os médicos continuam a ser, muitas vezes vistos como deuses?
Tentamos ignorar o erro porque pensamos que, se o reconhecermos, as pessoas já não acreditam em nós. Mas, hoje, os doentes têm consciência que os médicos erram. Não somos perfeitos, mas procuramos essa perfeição. Daí que o nome do meu livro seja Better e não Best, porque é isso mesmo que podemos ser: melhores.

Qual foi o seu pior erro?
Foram tantos! Faço 300 a 400 operações por ano e as complicações atingem os 3 ou 4% o que significa que prejudico gravemente 10 a 12 pessoas em vez de as ajudar. Quando olho para trás, vejo que, em pelo menos metade dos casos, podia ter feito algo de diferente. Tento sempre tirar alguma conclusão de forma a que na próxima vez não prejudique ninguém.

Os erros deviam ser sempre punidos?
Não. Somos responsáveis pelos erros, mas também por remediar a situação. O problema dos erros não é dos maus médicos: o pior é que eles acontecem aos bons.

Em que sentido?
Qualquer cirurgião de renome falha. Vou dar um exemplo. Há dois meses publiquei um estudo, em conjunto com a Organização Mundial de Saúde, sobre uma lista de procedimentos a serem seguidos na sala de operações para evitar infecções e outras complicações. A lista, aparentemente simples, tem pontos como dar sempre um antibiótico ao paciente antes do primeiro corte, certificarmo-nos de que toda a gente dentro da sala de operações sabe o nome da restante da equipe para que não haja qualquer complicação na hora de se chamar a pessoa que se precisa, etc. Usamos essa lista em vários hospitais e reduzimos as mortes em cerca de um terço. Os cirurgiões têm de assumir que são falíveis e socorrem-se de pequenas técnicas que os ajudam.

Interfere no trabalho de outros médicos?
A toda a hora! Se vejo um colega fazer um mau diagnóstico já com uma cirurgia marcada não vou dizer “você é um idiota”! Olha o que você ira fazer!”, porque sei que posso ser eu o próximo idiota! O que faço é explicar que acho que deixamos passar alguma coisa e tentar resolver os problemas.”

Abaixo segue um trabalho recente publicado pelo Dr.Gawande sobre o assunto acima que vale a pena tomar conhecimento:

ABSTRACT

Background Surgery has become an integral part of global health care, with an estimated 234 million operations performed yearly. Surgical complications are common and often preventable. We hypothesized that a program to implement a 19-item surgical safety checklist designed to improve team communication and consistency of care would reduce complications and deaths associated with surgery.

Methods Between October 2007 and September 2008, eight hospitals in eight cities (Toronto, Canada; New Delhi, India; Amman, Jordan; Auckland, New Zealand; Manila, Philippines; Ifakara, Tanzania; London, England; and Seattle, WA) representing a variety of economic circumstances and diverse populations of patients participated in the World Health Organization's Safe Surgery Saves Lives program. We prospectively collected data on clinical processes and outcomes from 3733 consecutively enrolled patients 16 years of age or older who were undergoing noncardiac surgery. We subsequently collected data on 3955 consecutively enrolled patients after the introduction of the Surgical Safety Checklist. The primary end point was the rate of complications, including death, during hospitalization within the first 30 days after the operation.

Results The rate of death was 1.5% before the checklist was introduced and declined to 0.8% afterward (P=0.003). Inpatient complications occurred in 11.0% of patients at baseline and in 7.0% after introduction of the checklist (P<>

Conclusions Implementation of the checklist was associated with concomitant reductions in the rates of death and complications among patients at least 16 years of age who were undergoing noncardiac surgery in a diverse group of hospitals


Outro trabalho importante sobre o tema do Dr.Gawande foi publicado em conjunto com Organização Mundial da Saúde.

Link do trabalho completo:

http://www.gawande.com/documents/WHOGuidelinesforSafeSurgery.pdf