14/08/2009

O QUE É ENERGIA E MATÉRIA ESCURA:ESSA RESPOSTA SERÁ FUNDAMENTAL PARA GARANTIR O FUTURO DA HUMANIDADE!!!




Daqui a cerca de 4 bilhões de anos o Sol será uma preocupação ainda maior para os habitantes do planeta Terra o motivo é que, quando acabar o hidrogênio do Sol, ele irá se expandir, levando a temperatura na superfície terrestre a cerca de mil graus centígrados, segundo estimativa feita em 1919 e ainda válida.

“Vale lembrar que o ser vivo mais resistente na Terra resiste a menos de 700ºC. Até lá, a água vai ter evaporado. A pergunta é: para onde iremos?” A despeito das expectativas, em Marte a temperatura poderá ainda não estar aceitável, mesmo com tanto tempo. “Temos que achar um outro planeta rochoso. E nenhuma fonte de energia atual é capaz de nos levar até um planeta fora do Sistema Solar.

A saída seria desvendar mistérios do Universo. “O Universo é composto por 4% da matéria que conhecemos (feita de prótons, elétrons, etc), 24% de matéria escura e 72% de energia escura, também chamada de a quinta essência, a qual ainda não conhecemos”.Descobrir o que é a energia escura poderá ajudar a conhecer o que irá ocorrer com o Universo e quando, mas não mudará o destino terrestre.

Por sua vez, a descoberta da matéria escura poderá levar os humanos a outras fontes de energia, que, eventualmente, ajudarão nas viagens para planetas distantes. Tudo estaria interligado e primeiro seria necessário desvendar o mistério da energia escura para então descobrir o que é a matéria escura. “Temos que descobrir precisamente quando, para, então, planejar o que fazer”.

A medida da idade de estrelas mais velhas. “As estrelas esfriam quando seu combustível nuclear [processo de transformação do hidrogênio em hélio e depois em carbono] acaba”.

“A reação nuclear só ocorre em temperaturas acima dos 10 milhões de graus centígrados. Elas estão quentes e depois esfriam. Mede-se, então, o tempo que leva para uma temperatura esfriar até a temperatura das estrelas mais velhas, que é de 1 milhão de graus centígrados no interior e de 3 mil graus centígrados do lado de fora. Para ter uma ideia, o Sol tem 15 milhões de graus em seu interior e 6 mil do lado de fora”.

Por meio da medida da idade das estrelas mais velhas – uma outra maneira de se chegar à idade do Universo –, há 20 anos um astrônomo brasileiro Prof.Kepler de Souza publicou um artigo em que sustentava que o Universo tinha cerca de 12,1 bilhões de anos.

A idade estava relativamente próxima à mais aceita atualmente, de 13,5 bilhões de anos, estimada em 2001 pelos astrônomos Wendy Freedman, Robert Kennicutt e Jeremy Mould, a partir de extensas observações com o telescópio espacial Hubble.

“O Brasil paga para usar 2,5% do tempo do telescópio Gemini, o que representa apenas 18 noites por ano para todos os cerca de 500 astrônomos brasileiros envolvidos. Os astrônomos que descobriram a idade do Universo usaram centenas de noites do Hubble para chegar a essa constatação”, Deve-se frisar que a tecnologia é cara e a astronomia é uma ciência que não dá retorno monetário, razão pela qual o Brasil não tem um telescópio como os Gemini – os dois telescópios de infravermelho mais poderosos da Terra, construídos um em Cerro Pachón (Chile) e outro em Mauna Kea (Havaí), – do qual o país é parceiro.

“Um telescópio tem que ser grande e capaz de medir, a partir daqui, o equivalente ao tamanho de uma moeda de R$ 0,5 na Lua. O Gemini, que custou US$ 250 milhões, faz isso”.

O astrônomo norte-americano Edwin Hubble (1889-1953) descobriu que as até então chamadas nebulosas eram galáxias fora da Via Láctea, que o Universo está se expandindo e que as galáxias se afastam umas das outras a uma velocidade proporcional à distância que as separa, razão que ficou conhecida como constante de Hubble.

Tais descobertas abriram caminho para que os astrofísicos Wendy Freedman, da Instituição Carnegie (Estados Unidos), Robert Kennicutt, da Universidade de Cambridge (Inglaterra), e Jeremy Mould, da Universidade de Melbourne (Austrália), definissem, em 2001, o índice de expansão do Universo, o que tornou possível calcular sua idade.

“O resultado é que hoje sabemos que o Universo tem se expandido há 13,5 bilhões de anos.Liderando um grupo de mais de 20 cientistas de 13 instituições diferentes, Wendy, Kennicutt e Mould determinaram que o melhor valor para a constante de Hubble seria 72 quilômetros por segundo por megaparsec – um megaparsec equive a 3,26 milhões de anos-luz – com margem de incerteza de 10%.

A descoberta do trio pôs fim a um debate que durou oito décadas e derrubou teorias e estimativas anteriores sobre a idade do Universo, como as do próprio Hubble, que a calculou em “apenas” 1 bilhão de anos.

Seguindo a constante de Hubble, os astrofísicos mediram a distância entre a galáxia à qual a Terra pertence – a Via Láctea – e 30 outras galáxias, usando o telescópio espacial da agência espacial norte-americana que leva o nome do famoso astrônomo.

A expansão do Universo só é mensurável ao se calcular a distância do afastamento das galáxias. Então, por meio das variáveis chamadas de cefeidas, conseguimos precisar a distância entre a Terra e cada uma dessas 30 galáxias. Observamos que, quanto mais distante estamos, mais rápido nos movemos”.

As variáveis cefeidas – população de estrelas pulsantes e de luminosidade extrema – podem ser usadas como espécies de velas para determinar a distância de outros objetos da galáxia. Um telescópio pode ser calibrado com grande precisão usando a aproximação de uma estrela cefeida, de modo que as distâncias encontradas com esse método estão entre as mais precisas disponíveis na atualidade.

O que a intrigava era que, quando se media a idade dessas estrelas, dizia-se que elas teriam cerca de 18 bilhões de anos. “A idade das estrelas era maior do que a constante de Hubble. E não podia haver estrelas mais velhas do que o próprio Universo. É como se pudesse haver filhos mais velhos do que os pais”.

Diretora dos Observatórios da Instituição Carnegie, onde Hubble trabalhou e descobriu que o Universo está se expandindo,ressalta que o desafio da vez é a energia escura, a forma hipotética de energia que estaria distribuída por todo o espaço.

“É o que precisa ser compreendido agora. Sabemos que a energia escura está acelerando a expansão do Universo. Temos que medi-la e descobrir qual a razão para isso”.

A equipe da pesquisadora também trabalha para finalizar, em 2019, a construção do Telescópio Gigante de Magalhães (GMT, na sigla em inglês), que terá um espelho de 24,5 metros de diâmetro e será um dos três maiores em operação na Terra, ao lado do Thirty Meter Telescope, de 30 metros, e do Extremely Large Telescope, de 42 metros.

Fonte:Profa.Dra.Wendy Freeman e Prof.Dr.Kepler S.Oliveira Filho

OSELTAMIVIR:O MEDICAMENTO MAIS EFICIENTE,ATÉ O MOMENTO, NO TRATAMENTO DA GRIPE A(H1N1)!!


A Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos), iniciou a preparação dos primeiros lotes do medicamento oseltamivir, indicado para o tratamento da gripe pelo vírus influenza A (H1N1).

O medicamento começou a ser entregue ao Ministério da Saúde para distribuição aos hospitais de referência. Foram produzidos inicialmente 210 mil tratamentos. Cada tratamento é composto por dez cápsulas de fosfato de osetalmivir, quantidade indicada para um paciente.

Segundo a Fiocruz, se houver necessidade Farmanguinhos está preparado para produzir cerca de 120 mil tratamentos por semana no Complexo Tecnológico de Medicamentos em Jacarepaguá, Rio de Janeiro.

O medicamento é considerado o mais eficiente, até o momento, no tratamento de gripe A, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Da transformação em cápsulas até a autorização para a sua distribuição, o medicamento fabricado no Brasil passou por testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que encaminha processo para concessão do registro.

O oseltamivir inibe a atividade da enzima viral neuraminidase e, dessa forma, reduz a proliferação dos vírus da influenza A e B. Isso ocorre pela inibição da liberação de vírus infecciosos de células infectadas, diminuindo a gravidade da doença e a incidência de complicações associadas.

NOSSO PAI E O SISTEMA SOLAR:PAI NOSSO VOCÊ POSSUI UM LUGAR PERMANENTE EM NOSSOS PENSAMENTOS!

Não há motivo para pânico com a Gripe A H1N1:Veja recomendações de professores da USP



Existe um excesso de preocupação com a gripe A H1N1, afirmam os professores Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da USP, e Edson Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Um exemplo dessa preocupação exagerada, segundo eles, é o uso de máscaras. Elas até são úteis, mas apenas para evitar que quem já está doente contamine outros. E, mesmo assim, a máscara que as pessoas têm usado não é a do tipo certo. “Essa é a máscara cirúrgica comum. A que protege um pouco melhor é um tipo especial e possui uma porosidade que impede a contaminação. Mas ela é cara e dura apenas alguns dias”, explica o epidemiologista Eduardo Massad. “Não se justifica usar máscara neste momento. Isso só aumenta o pânico, e as pessoas ficam o tempo inteiro se lembrando de uma coisa que não é tão perigosa assim.”
Para os professores, sempre que aparece um vírus da influenza que causa pandemia e afeta o mundo inteiro, vem a lembrança da gripe de 1918, que matou 100 milhões de pessoas, de uma população de aproximadamente 1 bilhão. O medo coletivo aumenta quando se leva em conta que o H1N1 veio do vírus que causou essa gripe. A partir de 1968, ele passou a circular anualmente, sendo um dos responsáveis pela chamada gripe sazonal, ou gripe comum, segundo Massad.
Nos últimos tempos, o H1N1 sofreu mutações para melhor se adaptar às células receptoras do homem. Quanto mais afinidade tiver com essas células, mais fácil será a infecção e mais rapidamente ela se espalhará. A preocupação com a gripe A também se deve ao fato de ela apresentar algumas características diferentes da forma sazonal, atingindo principalmente pessoas jovens, entre 20 e 50 anos (enquanto a outra atinge mais crianças e idosos) e sendo mais agressiva ao sistema respiratório. “Além disso, a gripe comum acontece aqui e ali, principalmente no inverno. Quando ocorre no Hemisfério Norte, não tem no Sul, e vice-versa. Esta pegou o mundo inteiro, de uma só vez”, completa Massad.

Números não-confiáveisOs dois professores afirmam que as estimativas sobre o número de pessoas infectadas não são confiáveis. A infecção só pode ser confirmada por exames em laboratório, que hoje estão restritos aos casos mais graves, por exigir uma técnica sofisticada de que nem todos os lugares dispõem. “Temos só suspeitas. Como o quadro clínico é muito parecido com o da gripe comum, é possível que o número de pessoas infectadas seja muito maior do que os dados oficiais, mas isso não há como saber”, diz o professor da Faculdade de Medicina.
Esses números, sendo menores que a realidade, fazem a gripe A parecer mais grave, uma vez que a porcentagem de morte acaba sendo inflada. Um dado número de mortos dentro de um universo menor representa uma parcela maior – portanto, uma mortalidade mais alta.
Ainda assim, a taxa de letalidade da gripe A no mundo é baixa – entre 0,1% e 0,5%, semelhante à da influenza comum. “O número absoluto de pessoas que morrem pela gripe comum é muito maior. Estima-se que só na cidade de São Paulo ela mate 15 pessoas por dia. Em julho do ano passado, foram 4.500 mortes no Brasil”, calcula Massad.
A gripe A não é mais mortal que a sazonal. É que não se costuma fazer diagnóstico para a influenza no Brasil, diz o virologista Edson Durigon. “As mortes por influenza comum não são divulgadas. Quando morre alguém por complicações dessa gripe, ninguém diz que é por causa dela. Só se fala da gripe A agora porque está todo mundo atento a ela”, completa.
Uma pessoa com gripe A não deve, portanto, ficar mais preocupada do que uma com gripe normal. Durigon acredita que sua letalidade pode ser ainda menor, porque as pessoas estão indo mais ao médico. A doença é diagnosticada e tratada mais cedo, o que aumenta as chances de a pessoa sobreviver.
Toda influenza pode atingir o sistema respiratório, lembra Durigon, mas a gripe A é mais invasiva, lesando as células e propiciando que bactérias causem pneumonia. Mas um tratamento com antibióticos resolve o problema, se começar cedo. “Em termos de doença, não há diferença maior. E nem sempre essa gripe dá diarreia e vômito. Um estudo notou que há elevação de diarreia, mas não é em todos os casos”, completa. Na maioria dos casos, o resultado é a melhora espontânea do paciente. “Ninguém sabe ao certo, porém, por que em alguns casos morrem pessoas anteriormente saudáveis, que não morreriam da gripe comum”, ressalva Massad.

Mudanças na rotinaA forma mais eficiente de contágio é por meios materiais – colocar a mão em maçanetas contaminadas e segurar os apoios no ônibus, por exemplo. “O vírus é transmitido pelo ar, mas é por pouco tempo que ele circula assim, e só se a pessoa estiver muito próxima de alguém contaminado. Se você respirar muito perto ou se estiver no elevador com uma pessoa gripada e ela espirrar, também pode contrair o vírus”, explica Durigon.
O melhor modo de prevenção é ter hábitos de higiene. “Esta é uma boa oportunidade para as pessoas aprenderem a ter um pouco mais de cuidado com a higiene pessoal. Independentemente da gripe, o fato de elas estarem aprendendo que têm de lavar a mão com frequência, que quando espirrar é preciso pôr a mão na boca, é positivo”, diz Massad. “Isso vai ajudá-las a se proteger de outras doenças.”
Evitar aglomerações também é recomendado. Para quem não pode evitar o uso do transporte público, a recomendação é usar álcool em gel nas mãos depois de sair. O produto mata os vírus e protege a pele. Ou lavar bem as mãos e evitar colocá-las na boca ou no nariz.Não recomendaria a máscara, a menos que você esteja contaminado”, diz Durigon. Uma boa alimentação também ajuda não só a evitar essa gripe, mas qualquer doença, lembra Massad.
Os dois professores concordam que evitar viagens para o exterior deve ser uma decisão pessoal. “É claro que, se puder evitar ir a lugares com epidemia neste momento, a chance de pegar gripe vai ser muito menor, mas se for inevitável…”, diz Massad, que tem uma viagem marcada para a Argentina e manterá seus planos de ir. Para Durigon, adiar as viagens é “excesso de zelo, uma vez que o vírus já está circulando. Se você for sadio, não tem por que adiar”.
Ele acredita ser aconselhável evitar que se levem crianças pequenas, principalmente com menos de um ano de idade, a locais públicos, como cinemas, shoppings e restaurantes cheios. E defende que há motivo para se alterar a rotina, pelo grande número de casos aparecendo ao mesmo tempo. Vale, então, o mesmo conselho: evitar lugares com aglomerações.
Massad acredita que “ainda não é exatamente o caso de se entrar em uma política de restrição tão grande de movimentação”. No entanto, acha que decisões como adiar o início das aulas são positivas por estarmos num período de transmissão da gripe. “Se for possível empurrar isso para a primavera, um grande número de casos pode ser evitado.
Qualquer medida que diminua aglomeração entre as pessoas ajuda.”

O vírus da gripe A H1N1 visto ao microscópio

Previsões O professor do ICB acredita que o mundo ainda terá mais dois ou três meses de gripe A. O professor Massad acha ainda que a gripe veio para ficar e “pode-se esperar mais alguns milhões de casos, principalmente a partir de outubro ou novembro (quando se aproximar o inverno no Hemisfério Norte)”.
Mas tudo vai depender de como esse vírus vai se comportar no segundo semestre. Devido à similaridade com o vírus da gripe de 1918, os professores não descartam a chance de ele voltar nessa época com uma fúria maior. “No passado foi assim. Houve uma pequena onda epidêmica na primavera do Hemisfério Norte, em que a gripe foi branda e praticamente desapareceu no verão. Quando chegou o outono, ela veio muito mais forte. Isso pode acontecer com esse vírus, ninguém sabe”, diz Massad, lembrando, porém, que naquela época não havia antibióticos, o que contribuiu para tamanha mortalidade.
Mas eu não vejo nenhuma razão para a taxa de mortalidade aumentar agora. Se o vírus mata muito, interrompe a transmissão. Do ponto de vista biológico, o que lhe interessa é infectar o maior número de pessoas, e não matar. Isso vale para qualquer agente infeccioso”, explica.
Enquanto isso, as autoridades têm feito um trabalho adequado, acreditam. “Eles fazem o que está ao seu alcance. O remédio é contado e só o liberam com diagnóstico oficial, que costuma levar de 7 a 10 dias, e para pacientes graves ou que tenham risco evidente (idosos, grávidas e crianças pequenas)”, diz Durigon, cujo laboratório realiza exames rotineiros de detecção da gripe para o HU. Para Massad, as autoridades mundiais estão um pouco atônitas com essa gripe e estão aprendendo a lidar com ela. “O ideal seria se já tivéssemos uma quantidade de vacina pronta”, completa.

Fonte:USP